Cenários e Perspectivas 2023: natureza, geopolítica, economia, ciência, tecnologia, situação no Brasil e cenário pessoal.
Este post é uma coletânea de links de notícias que li no passado e, de certa forma, nos ajudam a entender onde estamos hoje e para onde iremos.
Cenários e Perspectivas 2023: Natureza
Talvez o problema mais grave de todos é o aquecimento global provocado pela humanidade, em minha visão.
Não é o planeta Terra quem corre perigo, entretanto, não se trata de salvar o mundo.
A natureza se autorregula, se a humanidade não respeitar seus limites, um milhão de espécies desaparecerão nas próximas décadas, de uma maneira ou de outra, seja por um degelo dos polos, aumento do nível dos mares, ou variações climáticas extremas.
Mudanças no clima têm também efeitos na agricultura, e em consequência, 1,5 bilhão pessoas migrarão até 2050 devido aos êxodos climáticos.
Quando a natureza apresenta seus eventos, parece simplesmente que as pessoas não deveriam estar vivendo naqueles lugares, como:
- tsunami que matou cerca de 200 mil pessoas na Indonésia;
- desastre nuclear de Fukushima, decorrente de um tsunami;
- terremoto que matou quase 50 mil pessoas na Turquia e Síria;
- incêndios nos EUA, Chile, Uruguai, Argentina, Austrália e França, somente para citar alguns poucos exemplos;
- chuvas no sudeste e nordeste brasileiros, aliadas muitas vezes à falta de uma política pública de prevenção destes eventos.
Tivemos também dois anos muito difíceis (2020 e 2021) com outra ameaça vinda da natureza, o coronavírus, que matou quase 7 milhões de pessoas até hoje.
Estudos indicam que outras pandemias podem surgir no futuro.
Lembrando também que o uso indiscriminado de antibióticos está fazendo surgirem as superbactérias resistentes aos tratamentos.
Minhas conclusões:
- cuidarmos de nossa saúde sempre;
- atentar para a dinâmica climática ao mudar e/ou viajar para um destino.
Cenários e Perspectivas 2023: Geopolítica
Depois da queda da URSS, na década de 90, os EUA se tornaram a potência dominante no mundo.
Porém, já há algum tempo, mesmo antes da pandemia, estamos tendo uma mudança do eixo econômico do Ocidente (G7) para o Oriente (China).
Os EUA, apesar de serem ainda a primeira economia do mundo, estão em declínio, com diversos problemas nos cenários interno e externo:
- desigualdade, apesar da riqueza; somente na Califórnia, mais de 100 mil pessoas vivem nas ruas;
- episódios recorrentes de racismo e violência policial;
- democracia ameaçada;
- saúde inacessível para muitos;
- queda na influência do dólar;
- guerra comercial com a China;
- derrota no Afeganistão, onde após duas décadas, o Talibã voltou ao poder;
- queda da influência na América Latina;
- uma epidemia de morte por armas;
EUA e China têm, neste cenário, estratégias diferentes, mas a queda do primeiro no longo prazo me parece inevitável, num mundo multipolar.
Em 2020 e 2021, a pandemia teve enormes impactos em todos os campos da humanidade, como as consequências na saúde, no trabalho, o nomadismo digital, diminuição de escritórios comerciais, aumento nos preços de imóveis.
Minhas conclusões:
- EUA continuam sendo um grande país, mas está piorando;
- estudar mais sobre a China.
Cenários e Perspectivas 2023: Guerras
E em 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia, na verdade, uma guerra proxy dos EUA e OTAN com a Rússia, afetando a economia mundial na totalidade, em especial a Europa, através do aumento dos custos de energia (gás e petróleo russos), diminuição da oferta de grãos (agricultura da Ucrânia) e consequentemente, aumento da inflação ao nível mundial.
Em números absolutos, a Rússia é o país que mais possui armamentos nucleares e é um país bem mais difícil de ser atingido por sanções econômicas.
Neste cenário europeu particular, eu, infelizmente, não descarto a possibilidade de uma III Guerra Mundial, com armas atômicas e suas consequências.
Ao redor do mundo, outras guerras também arrasaram países, como Iêmen, Síria e Afeganistão, além de gerar muitos refugiados.
Minhas conclusões:
- em caso de guerra nuclear, eu preferiria perecer ao invés de sobreviver e enfrentar as consequências;
- Europa (em cenário de guerra, escassez de gás para aquecimento no inverno e inflação) não me parece mais tão atrativa;
Cenários e Perspectivas 2023: Economia
Em termos econômicos, o capitalismo, com suas crises cíclicas e a enorme desigualdade que assola o mundo, não me parece sustentável a longo prazo.
Outras reações que vemos no meio corporativo são greves, a grande renúncia, demissão silenciosa, segunda-feira mínima, etc.
Com a Quarta Revolução Industrial, eu acredito que estejamos em uma situação ao nível mundial que lembra a ausência de regras e a exploração no começo da Revolução Industrial.
É insustentável termos empregos precarizados para escravos de robôs (algoritmos), pensando que são empreendedores e acreditando numa suposta meritocracia.
Sempre lembrando também que o capitalismo é um para os ricos e outro para os pobres.
Em algum momento, esta corda vai arrebentar, inclusive ameaçando a democracia, com a ascensão da extrema-direita.
Acredito, entretanto, que ninguém sabe ainda o que pode vir depois.
Previsão econômica é difícil fazer, o que temos hoje são inflação mundial, um custo alto de energia, impactando o custo da computação em nuvem (incluindo mineração de criptomoedas), um cenário de queda em ações e criptomoedas em 2022 e juros altos até mesmo nos EUA.
Minhas conclusões:
- preparar para uma alta inflação;
- com o aumento dos custos de energia, todos os serviços que dependem de computação em nuvem serão impactados;
- como sempre, acho impossível prever tendências de investimentos (bolsas ou criptomoedas).
Cenários e Perspectivas 2023: Ciência e tecnologia
Sob este cenário e perspectivas em 2023 de aquecimento global, mudanças climáticas, pandemia, guerras e mudanças geopolíticas, temos também um incrível avanço na ciência e na tecnologia.
No campo da saúde, tenho a esperança de viver minha velhice em um mundo em que doenças como câncer, diabete, Alzheimer e AIDS, já não sejam mais irreversíveis, ou melhor ainda, evitáveis com vacinas.
Foi uma façanha desenvolver uma vacina contra o coronavírus em um ano e meio. Existem estudos inclusive contra o envelhecimento.
Do ponto de vista da tecnologia, podemos algumas tendências, dentre muitas:
- cloud computing;
- criptomoedas após a crise de 2008, evoluindo para contratos inteligentes, DeFi e non fungible tokens (NFT);
- trabalho remoto e serviços online, acelerados pela pandemia;
- robôs;
- transporte 3D (carros voadores);
- inteligência artificial, como o ChatGPT, lançado no final de 2022;
- 5G;
- internet das coisas (IoT);
- smart cities, etc.
Lembrando que, embora a tecnologia seja neutra, seu uso pode ser positivo ou negativo, como, por exemplo:
- dados em mãos de grandes corporações e cartéis de dados;
- fake news, prejudicando a vacinação ou a democracia, como ocorreu no Brasil e EUA, para citar somente dois exemplos;
- algoritmos que transformam cidadãos em robôs;
- roubo e vazamento de dados;
- golpes virtuais;
- uso de drones em guerras.
Minhas conclusões:
- novas oportunidades de trabalho remoto e vistos de nômade digital. O futuro dirá, entretanto, se esta tendência continuará;
- o inverno cripto destruiu muitas oportunidades na área de blockchain;
- as Big Techs e startups estão demitindo; por outro lado, surgem muitas startups com propostas interessantes, para ficarmos de olho;
- necessidade de profissionais de computação em nuvem e segurança na área de T.I. será crescente;
- para desenvolvimento, entretanto, tenho dúvidas a médio prazo, devido o desenvolvimento de plataformas No Code, com as quais os próprios profissionais da área de negócio criarão as aplicações mais simples.
Brasil hoje
Eu tenho uma visão a longo prazo muito positiva do Brasil, por incrível que isto possa parecer.
Um país repleto de recursos naturais, sem desastres naturais de grande porte e sem envolvimento em guerras (sem considerar a trágica guerra urbana em que vivemos).
O grande problema do Brasil, a meu ver, é a educação, que para ser melhorada, é um trabalho de médio e longo prazo, talvez para as próximas gerações.
Não basta, entretanto, resolver o problema da educação a médio/longo prazo.
A situação hoje já se tornou caótica a ponto de requerer soluções emergenciais para os infinitos problemas mais imediatos: saúde, desigualdade, falta de oportunidades, fome, violência, feminicídio, corrupção, o desmatamento na Amazônia, etc.
A curto prazo (e quando digo curto prazo, me refiro ao atual mandato presidencial, Lula 3), acredito que há um executivo progressista que será limitado pelo mercado financeiro e seus rentistas (como sempre) e um legislativo conservador.
Minhas conclusões:
- acredito que o futuro a longo prazo do país é bom; estarei vivo para ver?
- no curto prazo (mandato de Lula 3), tudo pode acontecer, inclusive nada;
- se o Brasil piorar muito, para onde ir? um habitante do Mercosul pode solicitar visto de residência em outro país membro – mas os países do Mercosul podem estar ainda piores que o Brasil; já a Europa me parece complicado para ir e pouco vantajoso.
Cenário Pessoal 2023 – Conclusão
Este post é incomum pelo número de referências a outras notícias e sites externos. Procurei juntar as diversas fontes de informação que li em todos os últimos anos.
Sobre o passado
Do ponto de vista dos investimentos, 2020 e 2021 foram incrivelmente positivos em termos de rentabilidade, principalmente com a alta das criptomoedas em 2021.
Já o desempenho do portfólio em 2022 foi de uma grande queda, tanto em investimentos tradicionais, como devido ao inverno cripto.
Cenário e Perspectivas 2023
Em um momento de transição profissional, com uma carteira de investimentos já consolidada, junto aqui todas as minhas conclusões acima:
- cuidarmos de nossa saúde sempre;
- atentar para a dinâmica climática ao mudar e/ou viajar para um destino;
- EUA continuam sendo um grande país, mas está piorando;
- estudar mais sobre a China;
- em caso de guerra nuclear, eu preferiria perecer ao invés de sobreviver e enfrentar as consequências;
- Europa (em cenário de guerra, escassez de gás para aquecimento no inverno e inflação) não me parece mais tão atrativa;
- preparar para uma alta inflação;
- com o aumento dos custos de energia, todos os serviços que dependem de computação em nuvem serão impactados;
- como sempre, acho impossível prever tendências de investimentos (bolsas ou criptomoedas);
- novas oportunidades de trabalho remoto e vistos de nômade digital. O futuro dirá, entretanto, se esta tendência continuará;
- o inverno cripto destruiu muitas oportunidades na área de blockchain;
- as Big Techs e startups estão demitindo; por outro lado, surgem muitas startups com propostas interessantes, para ficarmos de olho;
- necessidade de profissionais de computação em nuvem e segurança na área de T.I. será crescente;
- para desenvolvimento, entretanto, tenho dúvidas a médio prazo, devido o desenvolvimento de plataformas No Code, com as quais os próprios profissionais da área de negócio criarão as aplicações mais simples;
- acredito que o futuro a longo prazo do país é bom; estarei vivo para ver?
- no curto prazo (mandato de Lula 3), tudo pode acontecer, inclusive nada;
- se o Brasil piorar muito, para onde ir? Um habitante do Mercosul pode solicitar visto de residência em outro país membro – mas os países do Mercosul podem estar ainda piores que o Brasil; já a Europa me parece complicado para ir e pouco vantajoso.
Futuro
Dentro deste cenário e perspectivas 2023, quase todos os itens elencados, eu não tenho controle algum.
Entretanto, acho importante estudar o mundo atual e procurar oportunidades para direcionar meu planejamento em estudos e ações.
Para decidir dentre as oportunidades, desde que estejam dentro dos meus valores, uso minhas planilhas de projeção financeira e respeitando minhas políticas de alocação, distribuição e movimentação.